A integração do Rio Grande do Sul ao restante do Brasil Colonial foi tardia, demorou muitos anos até a coroa portuguesa manifestar interesse em ocupar esse território, que estava no extremo sul, e tornou-se o estado mais meridional do Brasil.
Diversas expedições, e viagens percorreram a costa gaúcha e fizeram registros dessa região,no entanto, por mais de um século ficou inexplorada, pois o Rio Grande do Sul não se enquadrava no Antigo Sistema Colonial este sistema fundamentava-se na extração e na produção agrícola, no caso a cana de açúcar.
É por isso, que num primeiro momento da história este território foi ocupado por padres jesuítas espanhóis, aventureiros e os habitantes naturais da região, os índios.
A primeira tentativa dos jesuítas portugueses em estabelecer-se no estado foi em 1605 criando reduções desde o Mampituba até a zona de Gravataí. Todavia por falta de apoio das autoridades jesuíticas portuguesa, como pelas hostilidade dos bandeirantes paulistas este “ ciclo Português” de ocupação missioneira não deixou marcas duradouras.
As reduções jesuíticas que se estabelecem no RS são todas de bandeira espanhola, ou seja, são jesuítas espanhóis e podem ser divididos em dois ciclos missioneiros.
Em 1626 o padre jesuíta Roque Gonzáles de Santa Cruz atravessa o rio Uruguai fugindo dos bandeirantes paulistas com o objetivo de catequizar os índios, mas também por interesse da Coroa Espanhola em assegurar o território e evitar à chegada dos portugueses as minas de prata. Inicia o primeiro ciclo missioneiro, com a fundação da redução de São Nicolau do Pirati. Este primeiro ciclo missioneiro durou quinze anos. O objetivo era cruzar o território de oeste a leste e chegar até o mar.
No ano de 1634 o padre jesuíta Cristóvão de Mendonza, introduz o gado nas missões orientais o que irá levar posteriormente ao surgimento das Vacarias del Mar e as Vacarias dos Pinhais.
Os bandeirantes paulistas descem ao estado do Rio Grande do Sul em busca de índios para serem utilizados como Mão de Obra. No ano de 1637, os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes depois de fundarem 18 reduções. Os jesuítas abandonam a área e retiram-se para a margem esquerda do rio Uruguai, deixando o gado que será o embrião das vacarias que irão se formar no estado. Com autorização da coroa espanhola os padres jesuítas começam a usar armas de fogo nas reduções o que ocasiona uma das poucas vezes que os guaranis resistiram com sucesso as investidas dos bandeirantes que foi em 1641 na batalha de M’Bororé.
Aproximadamente quarenta anos depois, os padres da Companhia de Jesus retomam o projeto das missões na margem esquerda do rio Uruguai. No ano de 1682 os jesuítas retornam ao território de onde haviam sido expulsos, e fundam duas reduções São Borja e São Nicolau, em pouco mais de duas décadas fundaram outras cinco formando o que ficou conhecido como os Sete Povos das Missões.
Com a criação do Tratado de Madrid, que delimitava as fronteiras espanholas e portuguesas da América do Sul, fazendo uma troca onde a Colônia do Sacramento pertencente aos portugueses passaria a os espanhóis em troca os portugueses receberiam os Sete Povos das Missões. Isso levou em 1753 A Guerra Guaranítica que foi um confronto violento entre índios Guaranis e soldados portugueses e espanhóis ocorrido no Sul do Brasil que durou até 1756 com a morte do principal líder guarani Sepé Tiaraju, em maio de deste mesmo ano chega ao fim à oposição guarani, com um saldo de mais de 1.500 indígenas mortos, a ação foi travada na cidade de Caiboaté Grande onde hoje se encontra a cidade de São Gabriel.
Os jesuítas foram considerados pela administração política como responsáveis por todos os males da Colônia e foram expulsos da América portuguesa em 1759 e da América espanhola em 1767.
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