domingo, 30 de outubro de 2011

Grandes Navegações



Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.
Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.
Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em absolutismo e mercantilismo).
Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.
Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.
No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.
A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente em 1504 que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.
Comandada por Martim Afonso de Sousa, partiu de Lisboa, em dezembro de 1.530, uma expedição composta por cinco navios, com uma tripulação de aproximadamente 400 pessoas. 
Coube a essa expedição fundar a primeira vila do Brasil, a vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1.532, além de outros núcleos de povoamento, como Santo André da Borda do Campo e Santo Amaro. 
Martim Afonso ainda se encontrava em São Vicente quando, em setembro de 1.532, recebeu a carta do Rei de Portugal, D. João III, comunicando-o de que o território brasileiro seria dividido em extensas faixas de terras: as capitanias hereditárias.
Com essa medida, Portugal procurava garantir a posse da terra e tornar viável a exploração econômica de sua colônia, que se daria através do sistema colonial mercantilista.
O relato desta expedição, muitos historiadores consideram como a primeira a ter contato com território que, depois, tornar-se-ia o Rio Grande do Sul.

Fronteiras do Brasil: Os Tratados e seus limites



Os Tratados entre Portugal e Espanha, o Tratado de Tordesilhas, as Fronteiras do Brasil, os demais Tratados.
Em 1494 foi assinado entre Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas.
O Tratado de Tordesilhas acordado em 07 de junho de 1494 entre os países de Portugal e Espanha na vila de Tordesilhas é o mais famoso documento na história destes países.O documento reflete a hegemonia Ibérica sobre boa parte da terra por causa dos descobrimentos.Este Tratado foi validado em 02 de julho de 1494 pela Espanha na cidade de Arevalo e por Portugal em 05 de setembro de 1494 na cidade de Setúbal.
Conflitos eram frequentes entre os espanhóis e portugueses. Houve a necessidade de regularizar a situação, quando foi assinado o Tratado de Madri em 1750. Neste tratado, defendido pelo português Alexandre de Gusmão dava ao Brasil território parecido com o atual.Por este tratado, Portugal entregaria a região da Colônia do Sacramento à Espanha e receberia os Sete Povos das Missões no Rio Grande do Sul, de origem espanhola já que foram os jesuítas espanhóis que catequizaram os índios guaranis. Mas os jesuítas e índios guaranis, liderados pelo índio Sepé Tiarajú, não aceitaram a devolução das terras, originando a Guerra Guaranítica, onde morreram mais de 30.000 índios. Os que não morreram foram escravizados. Diante da guerra, Portugal não entregou a colônia de Sacramento aos espanhóis.
No ano de 1761, no Tratado de El Pardo, os Sete Povos continuariam com a Espanha mas já estava em declínio econômico pois estavam sem os jesuítas e os índios guaranis que restavam se empregavam como peões nas fazendas de gado.        Os desentendimentos pelas colônias entre Portugal e Espanha continuaram e em 1763, o governador de Buenos Aires, D. Pedro de Cevallos conquistou Sacramento e invadiu a capitania de São Pedro, atual Rio Grande do Sul, tomando a cidade de Rio Grande até 1776 quando foram expulsos pelas tropas voluntárias gaúchas com auxílio das tropas do reino. Mas em 1777 Cevallos tomou novamente Sacramento e a Ilha de Santa Catarina.
Em 1777 foi assinado o Tratado de Santo Ildefonso onde Portugal ficaria com a Ilha de Santa Catarina, enquanto que a Espanha ficaria com os Sete Povos das Missões e Sacramento.   A desvantagem territorial portuguesa no sul do Brasil manteve os confrontos na região.
Em 1801 foi definitivamente solucionado os confrontos pelas terras com a assinatura do Tratado de Badajós entre Portugal e Espanha que daria ao Brasil o atual território, ficando Sacramento com a Espanha e os Sete Povos das Missões com o Brasil.

Fonte: http://www.hjobrasil.com  acessado dia 03/09/2011

Algumas considerações importantes sobre o Brasil e o Rio Grande do Sul

Vamos iniciar nossas considerações com a invasão dos Holandeses a Pernambuco, que ocorreu em 1630. Os Holandeses ou Batavos como eram conhecidos, conquistaram as vilas de Olinda e Recife. Ocorreram diversos combates entre os portugueses e os Holandeses, porem os mesmos conseguiram permanecer em Recife e fundar o que ficou conhecido  como Brasil-Holandes.
            A expulsão definitiva vai ocorrer no ano de 1654, com a libertação do nordeste brasileiro dos domínios Holandês.
            Este acontecimento é importante para entendermos um pouco da história do Rio Grande do Sul, pois fez com que os bandeirantes paulistas em 1633 sobre o comando do famoso Raposo Tavares organiza expedições para caçar índios que seriam vendidos como escravos, isto se deve ao fato de o comércio do cativo africano ter sido dificultado pela ocupação Holandesa no Brasil, mas também por terem ocupado entrepostos comerciais na áfrica.
            A fundação da Colônia do Sacramento em 1680 pela coroa portuguesa em território que de acordo com o tratado de Madrid pertenceria aos espanhóis, foi sem duvida um acontecimento de vital importância para entendermos um pouco sobre a Historia do Rio Grande do Sul. Esta colônia portuguesa em terras espanholas vai produzir inúmeras divergências entre as duas coroas ibéricas, e servirá para que a coroa espanhola instigue os padres jesuítas a atravessar novamente o rio Uruguai e ocupar o território na região do Tape.
            Anos mais tarde esses jesuítas são expulsos desta região e deixam seu gado solto no campo, o que oportunizara o surgimento  das conhecidas Vacarias del Mar. No ano de 1735 o governo português sabendo que os espanhóis pretendiam ocupar toda a área, iniciam a ocupação dos campos da Vacaria del Mar. Esta ocupação se fará inicialmente por tropeiros de origem portuguesa que descem ao sul estabelecendo-se no canal de Rio Grande na embocadura da lagoa dos patos, local estratégico para o comercio com a região da prata serviria de entreposto para Colônia do Sacramento e Laguna.
            Nesta mesma região, dois anos depois é fundada em 1737 o presídio de Rio Grande conhecido também como presídio Jesus, Maria, Jose, constituindo desta maneira o núcleo português de ocupação da colônia do Rio Grande de São Pedro
            Todavia, somente no ano de 1807 o estado do Rio Grande do Sul será elevado a Capitania Geral com a denominação de capitania de São Pedro, caracterizando um integração tardia ao restante do Brasil Colonial.
            E por ultimo outro fato que deve ser lembrado é a incorporação da Banda Oriental ( Uruguai ) ao Brasil com o nome de Província Cisplatina  em 1821.

FONTES:
www.riogrande.com.br acessado em 04/09/2011
http://pt.wikipedia.org acessado em 04/09/2011
MAESTRI, Mario.Uma História do Brasil Colônia. Contexto, SP, 2000.
FAUSTO, Boris. Historia do Brasil. Objetiva, SP, 2004

A experiência Missioneira no Rio Grande do Sul

A integração do Rio Grande do Sul ao restante do Brasil Colonial foi tardia, demorou muitos anos até a coroa portuguesa manifestar interesse em ocupar esse território, que estava no extremo sul, e tornou-se o estado mais meridional do Brasil.
                Diversas expedições, e viagens percorreram a costa gaúcha e fizeram registros dessa região,no entanto, por mais de um século ficou inexplorada, pois o Rio Grande do Sul não se enquadrava no Antigo Sistema Colonial este sistema fundamentava-se na extração e na produção agrícola, no caso a cana de açúcar.
                É por isso, que num primeiro momento da história este território foi ocupado por padres jesuítas espanhóis, aventureiros e os habitantes naturais da região, os índios.
                A primeira tentativa dos jesuítas portugueses em estabelecer-se no estado foi em 1605 criando reduções desde o Mampituba até a zona de Gravataí. Todavia por falta de apoio das autoridades jesuíticas portuguesa, como pelas hostilidade dos bandeirantes paulistas este “ ciclo Português” de ocupação missioneira não deixou marcas duradouras.
                As reduções jesuíticas que se estabelecem no RS são todas de bandeira espanhola, ou seja, são jesuítas espanhóis e podem ser divididos em dois ciclos missioneiros.
Em 1626 o padre jesuíta Roque Gonzáles de Santa Cruz atravessa o rio Uruguai fugindo dos bandeirantes paulistas com o objetivo de catequizar os índios, mas também por interesse da Coroa Espanhola em assegurar o território e evitar à chegada dos portugueses as minas de prata. Inicia o primeiro ciclo missioneiro, com a fundação da redução de São Nicolau do Pirati. Este primeiro ciclo missioneiro durou quinze anos. O objetivo era cruzar o território de oeste a leste e chegar até o mar.
                No ano de 1634 o padre jesuíta Cristóvão de Mendonza, introduz o gado nas missões orientais o que irá levar posteriormente ao surgimento das Vacarias del Mar e as Vacarias dos Pinhais.
                Os bandeirantes paulistas descem ao estado do Rio Grande do Sul em busca de índios para serem utilizados como Mão de Obra. No ano de 1637, os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes depois de fundarem 18 reduções. Os jesuítas abandonam a área e retiram-se para a margem esquerda do rio Uruguai, deixando o gado que será o embrião das vacarias que irão se formar no estado. Com autorização da coroa espanhola os padres jesuítas começam a usar armas de fogo nas reduções o que ocasiona uma das poucas vezes que os guaranis resistiram com sucesso as investidas dos bandeirantes que foi em 1641 na batalha de M’Bororé.            
Aproximadamente quarenta anos depois, os padres da Companhia de Jesus retomam o projeto das missões na margem esquerda do rio Uruguai. No ano de 1682 os jesuítas retornam ao território de onde haviam sido expulsos, e fundam duas reduções São Borja e São Nicolau, em pouco mais de duas décadas fundaram outras cinco formando o que ficou conhecido como os Sete Povos das Missões.
Com a criação do Tratado de Madrid, que delimitava as fronteiras espanholas e portuguesas da América do Sul, fazendo uma troca onde a Colônia do Sacramento pertencente aos portugueses passaria a os espanhóis em troca os portugueses receberiam os Sete Povos das Missões. Isso levou em 1753 Guerra Guaranítica que foi um confronto violento entre índios Guaranis e soldados portugueses e espanhóis ocorrido no Sul do Brasil que durou até 1756 com a morte do principal líder guarani Sepé Tiaraju, em maio de deste mesmo ano chega ao fim à oposição guarani, com um saldo de mais de 1.500 indígenas mortos, a ação foi travada na cidade de Caiboaté Grande onde hoje se encontra a cidade de São Gabriel.
                Os jesuítas foram considerados pela administração política como responsáveis por todos os males da Colônia e foram expulsos da América portuguesa em 1759 e da América espanhola em 1767.

Cronologia da História do Brasil e do Rio Grande do Sul



1492 – Chegada de Cristóvão Colombo a América Central

1494- Tratado de Tordesilhas Dividia os domínios ultramarinos de Portugal e Espanha por um meridiano a ser demarcado a 370 léguas a oeste de Cabo verde, mas que nunca foi estabelecido.

1500 – Pedro Álvares Cabral chega as costas do território Brasileiro

1531 – Expedição de Martim Afonso de Sousa considerado os primeiros registros do Território do Rio Grande do Sul

1605- Jesuítas Portugueses tentam entrar no RS e fundar Reduções do Mambituba à Tramandaí

1626- Padre Roque Gonzáles inicia o primeiro ciclo missioneiro e funda a redução de São Nicolau do Piratti

1630 – Holandeses atacam Pernambuco estabelecendo-se em Recife.

1633 Os Bandeirantes paulistas sobre o comando de Antônio Raposo Tavares inicia a invasão do atual Rio Grande do Sul para capturar índios para serem vendidos como escravos

1634- Cristóvão de Mendonza introduz o gado na Banda Oriental no RS.

1637 – Expulsão das 18 reduções na região do Tape no RS

1641 – Batalha de m’bororé batalha entre índios guaranis e bandeirantes paulistas onde os índios vencem

1654 – Holandeses são expulsos definitivamente do Brasil.

1680 -  Lei proíbe a escravidão de índios no Brasil Colonial/ Fundada a Colônia do Sacramento.

1682 – Jesuítas retornam e fundam os sete Povos das Missões

1735 – Inicia-se a ocupação dos campos de Vacaria no sul do país

1737 – Fundação do Presídio JESUS, MARIA, JOSE conhecido como Rio Grande.

1750- Tratado de Madrid – Visava demarcar as fronteiras coloniais portuguesas e espanholas pelo não cumprimento do tratado de Tordesilhas. Portugal Ficaria com o Rio Grande do Sul, O Mato Grosso, a Amazônia e receberia dos espanhóis os Sete Povos das Missões em troca da cessão da colônia do Sacramento, no atual Uruguai.

1753-1756- Guerra Guaranítica Confronto entre índio e soldados Portugueses e Espanhóis

1759- Expulsão dos Jesuítas do Brasil;

1761 – Tratado de El Pardo - O Tratado de El Pardo (1761) tornou nulas todas as disposições e feitos decorrentes do Tratado de Madrid de 1750, que havia falhado em promover a paz nas colônias espanhola e portuguesa.

1767 – Expulsão dos Jesuítas da América Espanhola

1777- Tratado de Santo Ildefonso – Confirmava a posse da colônia do Sacramento e dos Sete Povos das Missões pelos espanhóis. Portugal manteve o Mato Grosso e a Amazônia, garantidos pelo tratado de Madri.

1801 – Tratado de Badajós - Entregavam ao Brasil o atual território, ficando Sacramento com a Espanha e os Sete Povos das Missões com o Brasil.

1807 – O Estado do Rio Grande do Sul e elevado a capitania Geral com a denominação de Capitania de São Pedro.

1821- Incorporada a Banda Oriental ( Uruguai ) ao Brasil com o nome de Província Cisplatina